sábado, 23 de abril de 2016

Práticas Pedagógicas Inclusivas

O IPC promoveu entre os dias 04-04 a 13-04 Oficinas sobre Práticas Pedagógicas Inclusivas, realizadas nas suas dependências.
   Nesses dias de Oficinas, mais de 100 participantes da educação estiveram presentes, incluindo profissionais das escolas comuns e escolas especiais, além de professores(as) de salas de recursos de escolas públicas e de outras instituições da área visual.
   Embora as Oficinas tenham abordado aspectos básicos das diversas disciplinas da educação comum e especial, elas foram importantes e serviram também como troca de experiências entre os diversos profissionais que sofrem , no cotidiano das escolas, as agruras da falta de formação proporcionada pelo Estado.
Para o IPC que organizou as Oficinas, foi mais um momento de experiência dentro da perspectiva de transformar-se numa referência na formação de professores(as) sobretudo na área da deficiência visual.
   A primeira Oficina aconteceu no dia 04-04 e foi ministrada pelo professor Enio Rodrigues da Rosa. Compareceram pessoas interessadas no tema : “Como relacionar-se com Pessoas Cegas e de Baixa Visão.
   O professor Enio deu exemplos práticos da vivência das pessoas com deficiência visual e como as pessoas que enxergam devem se posicionar diante dessas situações.


   Foram momentos esclarecedores que servem para refletir sobre nosso comportamento frente a determinados fatos que acontecem na vida das pessoa cegas e de baixa visão.

No dia 05/04 a Oficina de Orientação e Mobilidade (O.M.) contou com a presença de 18 pessoas, entre elas: professores da rede pública de escolas regulares  e de Centros de Atendimento para pessoas com Deficiência (CAEDEVs), voluntários da Primeira Igrja Batista de Curitiba (PIB), Terapeutas Ocupacionais, Psicólogos, entre outros.
   Foram trabalhados na prática, algumas técnicas de O.M. e principalmente teorizada questões pertinentes à  pessoa com deficiência visual, como preconceito, marginalização/capacidade e potencial. Um dos fundamentos da Política Nacional da Educação na perspectiva de Educação Inclusiva é juntamente a parceria das redes de apoio nas diversas modalidades da prática educativa.
   O Instituto Paranaense de Cegos, comprometido com a causa da inclusão e da pessoa com deficiência visual está fazendo a sua parte, sendo uma rede de apoio atuante e pró-ativa, formando profissionais capacitados e abrindo suas portas para compartilhar experiências e saberes.


  A oficina intitulada Práticas Pedagógicas Inclusivas no Ensino da Matemática foi realizada no dia 06 de abril no auditório do Instituto Paranaense de Cegos e teve como palestrante a Prof. Ana Paula de Oliveira Vieira.
   A oficina versou sobre os materiais, recursos e práticas didático-pedagógicas que auxiliam professores e seus alunos com deficiência visual no processo ensino-aprendizagem na disciplina de matemática.
   Estiveram presentes professores da rede regular pública e privada de ensino. Destacando-se a presença de professores da região metropolitana, como Piraquara,  Araucária e Fazenda Rio Grande.
   A oficina proporcionou à palestrante e participantes um momento de interação, troca de conhecimentos e experiências e um momento propício para aquisição de novas metodologias e relato de dúvidas e inquietações.
   A iniciativa do IPC , juntamente com a Escola Prof. Osny Macedo Saldanha por meio de seus profissionais e parceiros, demonstra como a instituição está empenhada em contribuir com a formação dos professores do ensino regular que trabalham com alunos com deficiência visual e, por conseqüência, preocupando-se com a qualidade da educação que esse alunado está recebendo.

A oficina Práticas pedagógicas para alunos cegos ou com baixa no ensino de Arte, ministrada pela Prof. Ms. Diele Pedrozo Santo, aconteceu no dia 12/04 e contou com 35 professores. Em sua maiores professores do ensino regular da área de Arte e alguns professores de escolas especializadas que tem alunos com deficiência visual. Nos relatos do grupo, estava a grande dúvida: como trabalhar com imagens tendo um aluno cego em sala de aula?
Por meio de uma abordagem teórico-prática abordamos dúvidas a respeita do desenvolvimento da criança cega, da formação da imagem mental, do ensino do desenho e dos conteúdos do currículo de Arte e suas adaptações. A oficina contou também com um momento prático na sala do Projeto Ver com as Mãos, onde os educadores puderam experienciar imagens em relevo, desenhos táteis e trabalhos realizados pelos alunos no projeto. Esse momento prático contou com a colaboração da aluna Laura Kaiser que contou um pouco da importância das ações de inclusão artístico-culturais.


A Oficina de Práticas Pedagógicas Inclusivas em Educação Física contou com a participação
de profissionais da Educação de salas de recursos e da Educação Física. O objetivo foi oferecer
aos professores uma nova perspectiva de trabalho para ministrar suas aulas de forma satisfatória
e dar uma compreensão da realidade da pessoa com deficiência visual, apoiando nas aulas
teóricas e práticas com exemplos de adaptações aplicabilidade. Foi um encontro rico em
interação entre os profissionais e alunos do Instituto Paranaense de Cegos que também
participaram da Oficina que foi ministrada pela Professora Silmara França, Bacharel e Licenciada
em Educação Física, com Especialização em Educação Especial e Inclusiva.



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