sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

RISCO DE PARALISAÇÃO

RISCO DE PARALISAÇÃO 

A Escola Professor Osny Macedo Saldanha, na Modalidade de Educação Especial, do Instituto Paranaense de Cegos - IPC, concluiu o ano letivo de 2014, com 22 professores no seu quadro, sendo 12 QPM e 10 PSS, cedidos pela SEED através do convênio mantido já há muitos anos. 

Se a previsão da não contratação dos professores PSS for concretizada, de acordo com o que estamos observando, a Escola corre o risco de iniciar o ano letivo de 2015, com apenas 12 professores QPM. 

Com este quadro, seria humanamente impossível atender os mais de 150 alunos matriculados, na escolarização e nos Atendimentos Educacionais Especializados - AEE.

 Além disso, o IPC, através do repasse do convênio com a SEED, pelo regime CLT, contrata 07 funcionários. Acontece que a SEED ainda não fez o repasse equivalente a R$ 22.600,00 reais, correspondente aos salários de dezembro, o 13 salário e o terço de férias. Os funcionários só receberam porque o IPC conseguiu fazer os pagamentos usando dinheiro dos seus recursos próprios. 

Por outro lado, se a SEED não fizer a transferência correspondente aos valores desses 07 funcionários, referentes ao mês de janeiro, o IPC não terá mais recursos e os trabalhadores ficarão sem o pagamento. 

Se esta situação não for resolvida nos próximos dias, a Escola Osny corre o sério risco de não iniciar o ano letivo por falta de pagamento e de professores. 

É muito triste -- para não dizer lamentável -- constatar a contradição entre o discurso e a prática dos governantes. A educação é sempre prioridade, claro, depois dos seus interesses particulares, inclusive 
com os seus próprios vencimentos. 

A propósito, será que os governantes também estão com os seus salários atrasados, assim como os professores? Quem sabe um dia a educação seja de fato e de direito uma prioridade neste país e neste Estado.

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