quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pastora causa indignação ao defender que amputados ou deficientes físicos sejam proibidos de pregar

A notícia abaixo não chega a nos causar surpresa. Por certo, esta não foi a primeira e nem tampouco será a última vez que nós vamos nos deparar com esses absurdos.

Da mesma forma, esta também não é a primeira e nem a última igreja a explicitar, com todas as letras, este tipo de pensamento que não ajuda em nada com a desconstrução dessas ideias preconceituosas e discriminatórias.

Para as igrejas (com raras exceções), as pessoas com deficiência só são úteis quando usadas como objeto de comoção nos cultos.

Quando por acaso assisto alguns cultos de algumas igrejas, mesmo no Brasil, onde pessoas com deficiência são curadas ou o demônio são expulsos, fico desgraçado da vida (desculpem pela expressão) com essas
práticas que estão aumentando cada vez mais.

O mercado de milagres dessas igrejas chega ser uma coisa criminosa. O pior é que esses pastores e pastoras falam em nome de Deus sem a sua procuração.

Professor Enio Rodrigues, Diretor do IPC.



"Pastora causa indignação ao defender que amputados ou deficientes físicos sejam proibidos de pregar

Uma pastora causou indignação ao afirmar que em sua igreja, um amputado ou portador de necessidades especiais pela ausência de algum membro não pode pregar ou dirigir um culto.


Maria Luisa Piraquive, líder da Igreja de Deus Ministério de Jesus Cristo Internacional, disse entender que não é “certo” que alguém que não tenha qualquer parte do corpo dirija a Palavra à congregação.



“Por exemplo, vamos dizer que um irmão  muito dedicado e usado pelo Senhor na igreja, infelizmente sofreu um

acidente e perdeu um membro de seu corpo. A partir desse ponto, ele não pode pregar. Isto, por causa da consciência. Quero dizer, as pessoas vão  dizer que eles não gostam disso [deficiência] e não retornarem. Outros dirão que é por causa da estética”, afirmou a pastora Maria Piraquive.


Tentando reforçar seu argumento, a pastora ilustrou: “Algumas pessoas  vêm para a igreja, sem um olho, sem um braço ou uma perna ou defeitos físicos , você não pode nomear essa pessoa como um pregador, por questão

 de consciência, porque isso é errado”, comentou.


Numa tentativa de reforçar seu argumento, a pastora disse que, enquanto em outros países as igrejas concordam que todas as pessoas preguem, na sua denominação isso não vai acontecer porque a igreja “é

dirigida pelo Espírito Santo, e um só Deus quem governa”.


A pastora, que é mãe  de um senador na Colômbia, disse ainda que há lugares que a falta de um  membro se torna uma credencial para os pregadores, e que isso não agrada a Deus: “Em outros países apreciam que o pregador seja um deficiente ou desativado. Eu acho que esses países devem respeitar as nossas leis como uma igreja. Isso porque as pessoas com deficiência processam e diz que o governo não vai deixá-lo pregar. Ao fazer isso Deus os punirá e tirará da igreja”, disse.


Assista:
(Caso não consiga executar o vídeo, clique no link abaixo)



Um comentário:

João Henrique disse...

Boa tarde, achei um absurdo por parte dessa igreja, e com certeza não faz parte daquilo que Cristo nos ensinou, sou cristão e em várias denominações já vi deficientes pregando e executando tarefas, trabalhei na Jocum (Jovems com uma missão) durante 3 anos e tive o privilégio de conhecer pessoas extraordinárias que exerciam função de pastoreio dentro da jocum, a igreja que congrego (comunhão Cristã ABBA de almirante Tamandaré) Tive a oportunidade de ser pastoreiado por uma mulher que tinhas as pernas amputadas e usava prótese. Se aconteceu essa situação com certeza devemos ter o mais alto repúdio, só não podemos generalizar. Todos tem um grande potencial e merecem respeito.