quarta-feira, 4 de julho de 2012

Direito às bengalas é discutido em reunião com representantes da Saúde e das ações de proteção especial

No último dias 03 de julho, os representantes do IPC, o Professor Enio Rodrigues (foto), Diretor Geral da Instituição e a Enfermeira Ana Paula, participaram de uma reunião com as Coordenadoras das ações relativas as pessoas com deficiência e da proteção especial, da Secretaria Municipal da saúde de Curitiba/Pr.
Na pauta a questão do direito de acesso as bengalas por parte das pessoas cegas. A iniciativa da reunião foi do Instituto Paranaense de Cegos, argumentando que tem pessoas cegas que estão deixando de fazer o processo de reabilitação por falta das bengalas.
Na opinião do Professor Enio, "a reunião serviu para confirmar que a Secretaria de Saúde ainda não tem nada organizado no que diz respeito a garantia da distribuição das bengalas." Ele avalia o encontro como positivo porque pelo menos este assunto entrou definitivamente na pauta. Os representantes da saúde assumiram o compromisso de tomar providências imediatas para resolver o assunto trazido pelo IPC.
O Professor Enio indaga: "se as pessoas com deficiência visual de Curitiba, capital do Estado, estão tendo o direito de acesso as bengalas negado, imagine então as pessoas cegas ou com baixa visão dos municípios do interior? Enquanto as pessoas cegas deste país não têm garantido nem mesmo uma simples bengala, o Governo Federal pretende gastar mais de cem milhões de reais na estruturação de centros de treinamento de instrutores de cães-guia. Há uma inversão de prioridade na ordem das coisas e uma total falta de responsabilidade dos governantes em relação as reais e verdadeiras necessidades das pessoas cegas."

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